Ocorrido na sede do Centro Nacional de Controle de Vícios, em Asunción, o debate contou com a participação de médicos e lideranças que são a favor ou contra a legalização da erva, que tem o Paraguai como seu maior produtor na América do Sul.

Um dos principais oradores da noite foi o médico Manuel Fresco, que apesar de deixar claro que não é "nem a favor, nem contra" a legalização, opinou de maneira positiva. "Se é por saúde, deveria-se proibir o cigarro", questionou o profissional, ressaltando os graves danos à saúde provocados pelo tabaco.
Fresco apontou, ainda, que a maconha é uma substância psicotrópica, que altera o sistema nervoso central, assim como o álcool. Além disso, a planta conta com usos terapêuticos e seu uso é tolerado em sociedades que, há milênios, empregam suas propriedades para finalidades não-tóxicas.
Para concluir, o médico disse acreditar que a maior razão para a proibição é política, em ponto de vista apoiado pelo radialista Raúl Melamed, defensor da legalização.
"A proibição é irracional. A folha de cannabis e da coca não são drogas", defendeu Melamed.
A legalização do plantio, do uso e da comercialização da maconha no Paraguai é defendida pelo deputado Elvis Balbuena, sob o argumento de que as estruturas mafiosas, fortalecidas pela ilegalidade, apresentam risco maior à institucionalidade do estado que a liberação da cannabis.
Alheia a este debate, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), do Paraná, anunciou que intensificará o combate ao tráfico de drogas na fronteira entre Brasil e Paraguai. Atualmente, o Paraná é um dos principais destinos da maconha produzida em território paraguaio.
Luiz Fernando Delazari, titular da SESP, apontou que as ações terão como base as estratégias desenhadas na região de Foz do Iguaçu, que segundo ele, teriam levado à redução de 20% no trânsito de entorpecentes.
Fonte: Dourados News

Foi usada enquanto fármaco de 1898 até 1910, ironicamente (uma vez que é muito mais aditiva), no tratamento de dependentes de ópio e também como antitússico para crianças. A heroína foi proibida nos países ocidentais no início do século XX devido aos comportamentos violentos que estimulava nos seus consumidores. Em forma líquida, ela é usada com uma seringa, que injeta a droga direto nas veias, mas também pode ser inalada.







A droga é derivada da heroína e serve como substituta para os usuários de ópio e heroína que já estão viciados e completamente destruídos pela droga. Vem fazer com que o adicto não sinta a ressaca da abstinência tão violentamente e que, a médio prazo, lide de forma mais saudável com o fim do vício pelo ópio ou por heroína. Este medicamento de substituição tem revelado bons resultados e funciona da seguinte maneira: no começo usa-se uma dosagem de acordo com os consumos do viciado em heroína, que vai sendo vigiada e reduzida lentamente até 0 miligramas, conforme o paciente não sinta mais a necessidade dos opiácios (morfina e heroína).






